• Escola Cearense de Oftalmologia
  • Credenciada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Associação Médica Brasileira
CIRURGIAS
CATARATA

CIRURGIA DA CATARATA

Dr. Abrahão Lucena, M.Sc, PhD (USP)
Dr. José Newton, MD

A Catarata acontece pela opacificação do cristalino, uma lente natural que temos dentro do olho, sendo conseqência do envelhecimento normal do nosso corpo. A grande maioria das pessoas a desenvolve após os 50 anos, aparecendo raramente na juventude ou em crianças.

O único tratamento da catarata é a cirurgia, que consiste na substituição dessa lente natural opaca por uma artificial transparente. A cirurgia é realizada através de facoemulsificação com anestesia local, não sendo necessário dar pontos, havendo assim uma recuperação mais rápida e confortável

Há uma variedade de lentes que podem ser utilizadas no implante. As que entram dobradas, por uma incisão menor, são as preferidas. Existem também as que corrigem o astigmatismo e a baixa visual para perto.

A criação da lente intra-ocular (LIO) para cirurgia de catarata foi um marco para oftalmologia e, com o tempo, suas evoluções trouxeram imensos benefícios, tanto na quantidade como na qualidade visual dos indivíduos operados. Resumidamente vamos comentar sobre os aspectos básicos das LIOs, dividindo-as didaticamente em não dobráveis e dobráveis.

Levando em consideração que a facectomia será realizada pela técnica de facoemulsificação (ultra-som), as lentes não dobráveis entram em incisões com tamanho aproximado de 5,2mm, são de polimetilmetacrilato (PMMA) e possuem proteção ultra-violeta (UV). Boa parte das utilizadas em nosso país é fabricada aqui mesmo, mas existem também importadas. Hoje, um dos principais motivos de se evitar seu uso é o tamanho da incisão necessária para o implante (5.2mm), gerando maiores graus de astigmatismo pós-operatório

As lentes dobráveis são preferidas por boa parte dos médicos e também dos candidatos á facectomia. Boa parte é importada, mas o Brasil também a produz. Existem algumas variações, tanto em materiais como na presença de filtros de proteção. O material mais utilizado na fabricação é o acrílico, por possuir características especiais que viabilizam não só qualidade da visão, mas permite a aplicação de vários "tratamentos" na LIO. Além da proteção UV podem apresentar proteção contra luz azul, retardando o aparecimento da degeneração macular relacionada a idade. As LIOs fotocromáticas tornam-se escuras quando o indivíduo se expõe a luz, voltando ao estado normal em ambiente de pouca luminosidade, podendo ser indicada em indivíduos com extrema fotofobia. As asféricas são muito indicadas pelos médicos oftalmologistas em indivíduos de pupila grande, por permitirem melhor qualidade visual, diminuindo as distorções das imagens.

Além dos vários benefícios citados, as LIOs dobráveis têm a vantagem de entrarem em pequenas incisões (3.0mm, 2.5mm e 2.2mm), gerando pouco grau de astigmatismo pós-operatório

CATARATA

CATARATA
Figura 2 e 3 - Incisão corneana de 5,2mm com implante de LIO não dobrável

Após os 40 anos de idade, o olho humano perde a capacidade de focalizar as imagens para perto, este fenômeno é conhecido como presbiopia ou "vista cansada". Com o passar dos anos, além da presbiopia a catarata contribui para o embaçamento visual, perda de nitidez e qualidade visual. é aí onde entra um capítulo à parte das LIOs dobráveis: a possibilidade de implante que fornecem visão para perto e longe ao mesmo tempo. Um percentual cada vez maior de indivíduos se enquadra no perfil dessas LIOs, se beneficiando desse grande avanço médico-tecnológico.

UVEíTE

RETINA

Dr. Daniel Lucena, Ph.D (USP)

Existem alguns tipos básicos de abordagem cirúrgica da retina: 1- retinopexia com introflexão escleral onde é inserido um “cinto” de silicone por fora do olho com o objetivo de desfazer trações sobre a retina; 2- retinopexia pneumática onde é injetado um gás expansor na cavidade vítrea com o intuito de fechar a rotura retiniana que ocasionou o descolamento de retina; 3- vitrectomia posterior onde é cortado e aspirado toda a gelatina do olho (vítreo) com o objetivo de desfazer trações mais extensas/fortes. Pode-se conseguir “colar” a retina com uma dessas técnicas isoladamente ou em combinação com a(s) outra(s). Na técnica de vitrectomia posterior pode ser infundido óleo de silicone na cavidade vítrea ao invés de gás expansor para estabilizar a retina colada. Adicionalmente, é realizado LASER para tentar impedir o redescolamento da retina.

GLAUCOMA

GLAUCOMA

Dra. Emília Lucena, MD
Prof. Dra. Sabine Lucena, MD
Prof. Dr. Alexis Galeno, MD

A cirurgia do glaucoma é chamada de Trabeculectomia. Tem como objetivo a drenagem do líquido da parte anterior do Nosso olho, chamado humor aquoso. Assim haverá a diminuição da pressão intra-ocular, evitando lesões do nervo óptico. A cirurgia é indicada nos casos onde o controle da pressão intraocular não está sendo adequada com o uso dos colírios.

Em alguns tipos de glaucoma a cirurgia a LASER está indicada e a chamamos de Trabeculoplastia. A vantagem dessa técnica é a rapidez na recuperação devido a menor reação inflamatória.

Alguns pacientes continuam usando colírios para controle da pressão intraocular mesmo depois da cirurgia.

PLáSTICA OCULAR

Plastica Ocular

Dr. Cícero Narciso, MD (USP)
Dr. Levi Madeira, MD

O excesso de pele nas pálpebras acontece pela perda de elasticidade ou queda dos tecidos (pele ou músculo). As "bolsas de gordura" são ocasionadas pela saída (herniação) de parte da gordura que fica em torno do globo ocular (figura 1 e 2). A genética tem papel fundamental na causa, assim como a ação da força da gravidade, radiação solar e envelhecimento. O diagnóstico é feito pelo médico, a partir de queixas do paciente.

Ptose Palpebral (Blefaroplastia)

O médico deve confirmar a presença das alterações, indicando o tratamento mais adequado. A cirurgia deve partir da vontade do paciente. A anestesia é local, podendo ser feita uma sedaçõo. A cirurgia é feita através de cortes na pele, acompanhando rugas naturais já existentes. Em geral 10 dias são suficientes para o retorno às atividades, e pelo menos três meses para se observar o resultado final.

A prevençõo inclui os cuidados com a pele, evitar ganho e perda excessiva de peso e limitar a exposiçõo solar.

Estrabismo

Estrabismo

Dr. Cícero Narciso, MD (USP)

A cirurgia ainda é o tratamento indicado para a maioria dos casos. A maioria dos casos de estrabismo deve ser operada ANTES DE 2 ANOS DE IDADE. Em 25 a 30% dos casos é necessária uma segunda cirurgia, às vezes uma terceira. A cirurgia de estrabismo em crianças é quase sempre realizada com anestesia geral em regime ambulatorial (não há necessidade de ficar internada no hospital). Muitas vezes é necessário operar os dois olhos, mas não é preciso colocar curativo sobre os olhos recém-operados.

Click aqui para saber mais sobre mais sobre estrabismo e outras doenças do olho

UVEíTE

FOTOCOAGULAÇÃO A LASER

Dr. Daniel Lucena, Ph.D (USP)
Dra. Márcia Benevides, MD (USP)
Dr. Antônio Bruno Nepumuceno, Ph.D (USP)

É um procedimento onde se emprega uma luz especial, o LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation), para: 1- destruir tecido doente (retina isquêmica ou vaso sanguíneo anormal); 2- induzir cicatriz adesiva para evitar descolamento de retina; 3- estimular absorção de líquido intra ou subretiniano. Várias são as doenças que necessitam de tratamento com LASER, tais como: retinopatia diabética, oclusão venosa da retina, coriorretinopatia serosa central, degeneração ou rotura retiniana periférica predisponente ao descolamento de retina, dentre outras. É um procedimento seguro que, em geral, apresenta baixo grau de incômodo durante a sua realização e excelente resultado para melhora e/ou estabilização da doença ocular. Algumas doenças, especialmente a retinopatia diabética e a oclusão venosa da retina, podem necessitar de tratamento farmacológico adicional com injeções intravítreas.

UVEíTE

YAG LASER

Dr. Abrahão Lucena, M.Sc, PhD (USP)

O YAG LASER é um tipo especial de energia que, de acordo com seu comprimento de onda, provoca a fotodisrrupção ou corte de estruturas oculares. É utilizado para fazer a limpeza da lente intraocular, depois da cirurgia de catarata. Na verdade, na grande maioria das vezes, a lente não fica "suja", mas há uma opacificação do saco capsular, região onde a lente intraocular fica implantada. Essa opacificação do saco capsular acontece em 10,0% a 30,0% das cirurgias de cataratas, envolvendo vários fatores para seu desenvolvimento.

É um procedimento cirúrgico, mas não há a abertura do olho. O LASER atinge o saco capsular sem a necessidade de uma incisão inicial. Durante o trajeto até o saco capsular o LASER não danifica nenhuma estrutura ocular, havendo o corte da estrutura onde o foco final do LASER alcança.

A anestesia é feita com colírio anestésico, sendo o procedimento realizado em ambulatório. Após o LASER a visão fica embaçada, recuperando geralmente no dia seguinte. Colírios antiinflamatório e para pressão intraocular são prescritos por algumas semanas. O paciente pode voltar as suas atividades, geralmente no dia seguinte.

REFRATIVA

CIRURGIA REFRATIVA A LASER

Dr. Abrahão Lucena, M.Sc, PhD (USP)

O desenvolvimento tecnológico e o conhecimento avançado da anatomia corneana fizeram da cirurgia refrativa a LASER um dos campos de maior evolução na medicina. Os bons resultados e o baixo índice de complicações aumentaram o número de pacientes que procuram o LASER, na busca da independência dos óculos.

Realizado desde 1991, o LASIK (escultura corneana através da aplicação de LASER no estroma) é até hoje a técnica cirúrgica a LASER mais utilizado para correção de grau de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Um dos principais motivos que levam um indivíduo a realizar cirurgia refrativa é a estética, seguido de intolerância a lentes de contato. A idade ideal para o LASER é quando há estabilização do grau, o que coincide com a parada do crescimento do corpo, geralmente aos 20 anos.

Antes da cirurgia deve-se realizar a medida da visão, mapeamento de retina, análise da superfície (topografia) e espessura (paquimetria) corneana. Na topografia não pode se encontrar irregularidades e a paquimetria geralmente não pode ser menor que ½ milímetro (500 micra). Os usuários de lentes de contato devem suspendê-las para realização dos exames pré-operatórios. No caso das gelatinas suspender uma semana e para rígidas três semanas.

A anestesia é local em forma de colírio. Um instrumento (bléfaro-estato) é utilizado para imobilizar a pálpebra. Um pequeno disco é confeccionado na própria córnea (figura 2 e 3) do paciente com um aparelho chamado microcerátomo, sendo em seguida levantado.

CIRURGIA REFRATIVA A LASER
Figura 1 e 2 - Disco levantado

CIRURGIA REFRATIVA A LASER


A cirurgia é rápida, com média de cinco segundos por grau, havendo possibilidade (10%) de não retirar todo o grau. Durante a aplicação há um remodelamento da córnea por LASERESCULTURA (figura 3).

O disco é reposicionado no leito estromal sem necessidades de pontos. A recuperação pode acontece em até 48 horas, dependendo da reação inflamatória de cada um, sendo utilizados apenas colírio antibiótico e anti-inflamatório preventivos. Alguns pacientes sentem, nas primeiras 6 horas, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e ardor, sendo indicado o uso de colírio lubrificante.

Ponderações devem ser feitas em indivíduos com graus elevados (miopia acima de oito, astigmatismo acima de quatro e hipermetropia acima de cinco), pois a escultura a LASER em excesso induz mudanças acentuada de curvatura corneano com efeitos visuais que podem provocar baixa na qualidade visual. O seu médico irá saber a época correta e a indicação cirúrgica precisa para cada caso, tornando seu desejo em retirar os óculos em um sonho real e seguro.

UVEíTE

INJEÇÕES INTRA-VITREAS

Dr. Daniel Lucena, Ph.D (USP)
Dra. Márcia Benevides, MD (USP)
Dr. Antônio Bruno Nepumuceno, Ph.D (USP).

São procedimentos realizados para injetar medicamentos diretamente dentro do olho (cavidade vítrea) com o objetivo de tratar doenças oculares que causam grave baixa da acuidade visual, como por exemplo, retinopatia diabética ou oclusão venosa retiniana com edema macular ou vasos anormais por cima da retina, e degeneração macular relacionada à idade (forma úmida ou exsudativa) que cursa com aparecimento de vasos anormais por baixo da retina. As substâncias utilizadas para essas doenças são chamadas antiangiogênicas e agem fazendo o edema macular e os vasos anormais regredirem, havendo a melhora da visão em geral. São procedimentos seguros e geralmente indolores devido à utilização de colírio/gel anestésico e agulha ultrafina, podendo ser necessárias várias aplicações em intervalos de tempo variáveis.